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sexta-feira, 18 de maio de 2007

RECORDAR É VIVER

A Veneranda Velhinha Naval
Ainda me recordo quando entrei pela primeira vez naquela casa enorme na Rua da República, onde os jovens eram acarinhados pelos mais velhos, ouviam-se os acordes vindos do palco com os seus ensaios teatrais, e no salão naquelas noites quentes onde as respirações se fundiam, as vozes se amolgavam mas os corações batiam em uníssono, saltavam as bolas de couro, ouviam-se tiros secos a um canto enchendo alvos de chumbo e as ceias do 1º de Maio que envolviam toda a família navalista, para comemorar o seu aniversário e os bailes que enchiam o enorme salão e a serra-a-velha apresentada por ilustres navalistas – não era uma sede mas um reduto, um castelo de ameias altas disposta a defender a soberania intocável do tesouro ali tão perto, tudo era prata e ouro cheio de suor e glória, troféus que em miúdo olhava extasiado há espera que me dessem uma explicação (tudo ardeu).
Hoje tudo é diferente, já não existe esse encanto acolhedor e o tempo é repartido pelos quatro canais de televisão, mais TV Cabo, pelo sofá e pelo comodismo instalado, mas a Naval pese embora a sua riqueza armazenada no passado mas perdida no presente, também tem de ter vida, já não se ouvem as noites de gala, os sons dos metais já não marcam a cedência e o ritmo dos bailes da bela época, as tábuas do velho salão já não fazem tremer a garrafeira do Pascoal, se as Assembleias são simples encontros de amigos fieis, a verdade é que o nome da Naval existe, tem vida, tem movimento, mas não tem sede. A Associação Naval 1º de Maio nasceu no dia dos trabalhadores, também essa data no momento presente, despida de simbolismo, desatados que foram as amarras do fascismo, a sua essência permanece, a autenticidade persiste, a razão da sua existência está actual, pelo que sem sede própria não cria raízes futuras deixando de haver um sítio próprio onde o convívio e as ideias se poderiam cruzar e desenvolver prestígio.

A NOVA SEDE?
Será que a sua nova sede vai ser implantada no lugar que todos desejam ou seja no mesmo local da antiga sede e que tantas recordações nos deixou e ficaram enterradas?
As conversas proliferam nestes últimos anos e todos os dias pela cidade na boca de todos os navalistas, depois do desaparecimento da velhinha Naval, essa tragédia que deixou consternada toda a cidade e infelizmente sem se concretizarem até ao momento os desejos ambiciosos de todos nós, mas que a popular e eclética Associação Naval 1º de Maio a merecia não oferece dúvidas a ninguém.
Peguem-lhe de vez ao colo, meus senhores com devoção e carinho. A Figueira tem uma dívida para o mais representativo clube e que melhor prenda haveria que não fosse uma sede onde Domingos e Feriados, o hastear da bandeira verde e branca fosse um hino em louvor à Figueira e a todos quanto a representaram. Fica o apelo aos responsáveis, para que este sonho se torne realidade.

João Pedrosa Mendes (Ex-Massagista)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

O VELHO SAN SIRO

UM ABRAÇO A TODOS AQUELES QUE AINDA RECORDAM O VELHO SAN SIRO E A TODOS AQUELES QUE PISARAM AQUELE SOALHO QUE VAI PERDURAR SEMPRE NA NOSSA MEMÓRIA.

DOS BAILES AO DESPORTO
O SOALHO TODO TORTO
AINDA OUÇO O SOM DO TIRO
FAZ PARTE DA NOSSA HISTÓRIA
SEMPRE NA NOSSA MEMÓRIA
VIVA O VELHO SAN SIRO

QUEM SABE SE ALGUM DIA
NÃO VOLTA A NOSSA ALEGRIA
NOUTRA REENCARNAÇÃO
CARPINDO AS NOSSAS MÁGOAS
REPISANDO AQUELAS TÁBUAS
DAQUELE SAGRADO SALÃO

DEIXO UMA SUGESTÃO PORQUE NÃO FAZER NO DIA QUATRO DE JULHO UMA HOMENAGEM A SAN SIRO NUMA CONFRATERNIZAÇÃO DO «CLÃ SAN SIRO» COM TODOS AQUELES QUE PASSARAM TODA A SUA JUVENTUDE OU PARTE DELA NAQUELE EMBLEMÁTICO SALÃO.

UM ABRAÇO
Zé Leonardo (Baía)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

VIVA A GLORIOSA ASSOC. NAVAL 1º DE MAIO

Foi naquele velho SALÃO que aprendemos a gostar da NAVAL. O nosso inimigo de estimação era o velho Diogo – paz à sua alma – fizemo-lo comer lume, porém, os tacos do bilhar algumas vezes roçaram pelas nossas costas.

Brincadeiras de putos que não sabiam o que era droga, conhecíamos aquela SEDE como ninguém. Brincámos, jogámos, foi naquele SALÃO que furtivamente fumamos o primeiro cigarro, foi lá que aprendemos a dançar, e foi lá que arranjamos o primeiro namorico.

Que orgulho sentíamos, quando nos chamavam ao palco no Baile do 1º de Maio, para receber uma medalha que tinha sido ganha em nome da NAVAL.

No final da década de 60 a vida foi-nos separando. Uns foram para o estrangeiro e ultramar, outros tiveram que ir para outras cidades para estudar e para trabalhar, enfim a vida afastou-nos da nossa NAVAL, porém, sempre que possível era lá o nosso ponto de encontro.

Quatro de Julho de 1997 foi o dia mais tenebroso da nossa querida NAVAL. Tudo ficou reduzido a cinzas. Sentimo-nos roubados, A NOSSA NAVAL morreu ali …