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quarta-feira, 11 de julho de 2007

ETERNA SAUDADE

Dez anos após o incêndio que destruiu a sede da nossa Gloriosa Associação Naval 1º de Maio, nesse dia estava longe mas ao regressar fui à Figueira e com muita tristeza encarei com aquela catástrofe.
Afastei-me um pouco para a zona do café Nau e encontrei um amigo, um grande Navalista, o Norberto com quem troquei algumas palavras sentidas do acontecimento. As lágrimas vieram-me aos olhos. Ele, provavelmente, já tinha deitado bastantes.
Até hoje, nada se fez! É altura de todos, os verdadeiros Navalistas, se juntarem e começarem a reunir para assim arranjarmos uma solução para uma nova sede para a nossa Naval, de preferência, no mesmo local onde tantos e bons anos convivemos, confraternizámos, aprendemos a conviver aí crescemos.
Dava por sugestão, para além das reuniões que possam acontecer, que a partir do próximo 1º de Maio, nos juntássemos para confraternizarmos com o aniversário da nossa Naval. Poderá ser uma ceia como um almoço, o importante é que estejamos juntos e unidos sem receios e sem confrontações para com um único objectivo conseguirmos uma sede num local onde sempre foi a nossa Naval.
Espero que todos entendam esta mensagem, que se disponibilizem e mobilizem todos os verdadeiros Navalistas.

Naval, Naval e viva a Naval!

João Mariano
4 de Julho de 2007 16:07

quarta-feira, 4 de julho de 2007

10 ANOS DEPOIS

Eram duas e meia da tarde quando vi um carro dos bombeiros passar em sentido contrário na rua da república. Pensei, algo estranho está a acontecer.
Fui ver o que se passava e reparei que loja que ficava por baixo da sede da Naval estava a arder, minutos depois começaram a chegar várias viaturas de ataque ao fogo.
Lembro-me de ter estado no salão e ter visto o Armando Esteves estender-se no chão a fim de sentir a temperatura do piso e logo de seguida ter dito aos responsáveis dos bombeiros para colocarem uma mangueira a deitar água a fim de a fazer escorrer para o piso de baixo, local onde o fogo alastrava.


Recordo também que o Jorge Dias (fotógrafo) sugeriu que se fizesse um cordão humano a fim de retirar todos os troféus ao que os responsáveis pelo ataque ao fogo responderam que a situação iria ser controlada no piso de baixo.
Também tenho presente que durante muito tempo, mesmo muito, estiveram algumas pessoas postadas às janelas da sede situação que revelava alguma tranquilidade de quem sabia o que se estava a passar.
Bem, depois foi o que se viu, tudo a arder, centenas de pessoas na rua perfeitamente impotentes para fazer fosse o que fosse, algumas choravam que nem crianças (o Inácio, o Paulo Rodrigues).


Sinceramente digo que não fui dos que se foram abaixo, antes pensei que estava ali uma oportunidade para que finalmente a NAVAL pudesse começar a construir património.
Os dias que se seguiram foram de esperança, começaram a surgir algumas boas vontades (houve uma reunião pública na Câmara demonstrativa de vontade de colaboração, caso da Associação Futebol de Coimbra e outras entidades), surgiram ideias para angariar fundos (o espectáculo do Circo que estava instalado na cidade rendeu cerca de 900 contos) e havia a indemnização do seguro por receber que algum tempo depois rendeu cerca de 50.000 contos.
Portanto bastava que houvesse vontade dos responsáveis do Clube para começar, que certamente não iriam faltar apoios.
Foi no dia 4 de Julho de 1997 e 10 anos depois, apesar de muitas promessas, nada se fez antes pelo contrário, o local está neste estado.
Fernando Norberto
4 de Julho de 2007

quarta-feira, 18 de abril de 2007

VIVA A GLORIOSA ASSOC. NAVAL 1º DE MAIO

Foi naquele velho SALÃO que aprendemos a gostar da NAVAL. O nosso inimigo de estimação era o velho Diogo – paz à sua alma – fizemo-lo comer lume, porém, os tacos do bilhar algumas vezes roçaram pelas nossas costas.

Brincadeiras de putos que não sabiam o que era droga, conhecíamos aquela SEDE como ninguém. Brincámos, jogámos, foi naquele SALÃO que furtivamente fumamos o primeiro cigarro, foi lá que aprendemos a dançar, e foi lá que arranjamos o primeiro namorico.

Que orgulho sentíamos, quando nos chamavam ao palco no Baile do 1º de Maio, para receber uma medalha que tinha sido ganha em nome da NAVAL.

No final da década de 60 a vida foi-nos separando. Uns foram para o estrangeiro e ultramar, outros tiveram que ir para outras cidades para estudar e para trabalhar, enfim a vida afastou-nos da nossa NAVAL, porém, sempre que possível era lá o nosso ponto de encontro.

Quatro de Julho de 1997 foi o dia mais tenebroso da nossa querida NAVAL. Tudo ficou reduzido a cinzas. Sentimo-nos roubados, A NOSSA NAVAL morreu ali …